O que o Claude faz com os seus dados: treino, prazos, servidores
· Atualizado a · Escrito e mantido por Joaquín Trapero, Nonimo
O Claude é o assistente da Anthropic, e a resposta à pergunta do título tem uma particularidade que vale a pena dizer já: muda consoante paga a conta com o seu cartão ou com o da empresa. Nas contas de consumo, a política diz que pode usar o que escreve para treinar, salvo se desligar. Nos produtos comerciais, diz o contrário: por omissão, não treina.
Essa inversão é interessante, mas não é o mais importante. Numa conversa com um cliente, o que decide são duas frases da própria documentação: o gesto do polegar guarda a conversa inteira durante cinco anos, e o encaminhamento do tráfego pode escolher-se mas o armazenamento fica nos Estados Unidos.
Esta página lê as páginas oficiais da Anthropic e aponta as ressalvas, com as datas em que cada uma foi lida. Se o que procura é a decisão profissional, e não o funcionamento da ferramenta, está no guia sobre dados de clientes e sigilo, que trata os artigos e os campos de um documento português um a um.
O que o Claude recolhe quando lhe escreve
A política de privacidade da Anthropic, na versão em vigor desde 10 de setembro de 2026, separa o que escreve do que rodeia o que escreve. A primeira categoria chama-lhe entradas e saídas, e inclui o que submete em conversa, em sessões de código e em sessões com agentes, mais os ficheiros que carrega e os conteúdos de serviços que ligue.
A segunda é técnica: identificadores da conta, pagamento, dispositivo, navegador, endereço de rede e registos de erro. Há ainda uma terceira, que raramente se destaca: o feedback que envia, porque a política diz expressamente que ao classificar uma resposta pode guardar a conversa inteira associada.
| o que escreve | o que o rodeia |
|---|---|
| mensagens, sessões de código e de agentes | identificadores da conta e pagamento |
| ficheiros que carrega e conteúdo ligado | dispositivo, navegador, endereço de rede |
| estilos e preferências de conversa | registos de utilização e de erro |
| a conversa inteira associada a um feedback | dados de verificação, se lhos pedirem |
Fonte: Anthropic, política de privacidade em vigor desde 10 de setembro de 2026, consultada a 19 de setembro de 2026. O mesmo critério de separação aplica-se aos outros assistentes nos guias sobre IA e dados de clientes.
Treina com o que escreve? Sim, salvo se disser que não
A frase da política é curta e convém lê-la inteira: a Anthropic pode usar as suas entradas e saídas para treinar e melhorar os modelos, salvo se o utilizador se excluir através das definições da conta. É um regime de exclusão, não de adesão, e isso distingue-o de outros produtos da mesma categoria.
O centro de privacidade acrescenta o âmbito, que é largo: a conversa inteira, com o conteúdo, os estilos personalizados e as preferências, mais o que for recolhido na extensão para o navegador. Ficam de fora os conteúdos em bruto que venham de conectores, por exemplo de uma unidade de armazenamento na nuvem, salvo se forem copiados diretamente para a conversa.
Esta última linha merece atenção de quem trabalha com documentos. Ligar uma pasta na nuvem ao assistente não coloca esses ficheiros no conjunto de treino, mas copiar um parágrafo de um deles para a caixa de conversa coloca. A fronteira não é o documento, é o gesto, e é exatamente o gesto que a política de utilização de IA do gabinete tem de nomear por escrito.
As duas exceções que sobrevivem ao interruptor
A ressalva está na própria política. Mesmo depois de se excluir, a Anthropic escreve que usará entradas e saídas para melhoria do modelo em dois casos: quando a conversa for assinalada para revisão de segurança, e quando o utilizador comunicar expressamente o material, por exemplo através dos mecanismos de feedback.
Traduzido para o dia a dia, isto quer dizer que o interruptor fecha a porta principal e deixa duas janelas abertas. Uma delas depende de si, e fecha-se não carregando no polegar. A outra não depende de si.
Os chats Incógnito, que são a exceção útil
Existe um modo cujo conteúdo, diz a Anthropic, não é usado para melhorar o Claude mesmo que a melhoria do modelo esteja ligada nas definições de privacidade. Nas contas de organização, os chats Incógnito são apagados em 30 dias, salvo se forem assinalados como violação da política de utilização. Não torna o texto invisível para os sistemas da Anthropic; fecha a porta do treino.
Treinar não é o mesmo que passar pelos servidores
É uma distinção que vale para qualquer assistente, e no caso do Claude fica particularmente visível, porque o regime de treino inverte-se entre contas e o resto não se altera nada.
- O texto sai do seu computador. Assim que carrega em enviar, o parágrafo com o nome e o NIF do seu cliente já não está só no seu escritório. Acontece em todos os planos e com todas as definições, incluindo em Incógnito.
- O texto é tratado e guardado. É processado para gerar a resposta e fica armazenado durante um prazo, que muda com o plano e com o que aconteceu à conversa.
- O texto entra, ou não, no conjunto de treino. É a única das três que o interruptor controla, e mesmo aí com as duas exceções da secção anterior.
Um contabilista que desliga o treino resolveu o terceiro ponto. O dever de sigilo do artigo 72.º do Estatuto da Ordem, que o guia sobre dados de clientes trata com o número do artigo, mede-se pelos dois primeiros.
| o passo | o interruptor de treino muda alguma coisa? |
|---|---|
| o texto sai do seu computador | não |
| o texto é tratado e fica guardado | não |
| o texto entra no conjunto de treino | sim, com duas exceções |
Fonte: Anthropic, política de privacidade de 10 de setembro de 2026, e centro de privacidade.
O que o Comité Europeu diz sobre modelos treinados com dados pessoais
E há um quarto passo. Uma vez dentro do modelo, a informação nem sempre deixa de ser dado pessoal. O Comité Europeu de Proteção de Dados, no Parecer 28/2024 adotado a 18 de dezembro de 2024, conclui no número 34 que os modelos de IA treinados com dados pessoais não podem, em todos os casos, ser considerados anónimos, e que a determinação tem de ser feita caso a caso.
Quanto tempo guarda: cinco prazos, e só um é de 30 dias
Esta informação está repartida por três artigos do centro de privacidade, e por isso pouca gente a conhece. Juntos, dão cinco prazos diferentes.
| o que aconteceu | quanto tempo |
|---|---|
| apagou a conversa | sai do histórico já, dos sistemas em 30 dias |
| autorizou o treino | até 5 anos, em formato não identificado |
| enviou feedback com o polegar | 5 anos, a conversa inteira |
| a conversa foi assinalada | 2 anos as entradas e saídas |
| pontuações dessa classificação | 7 anos |
Fonte: Anthropic, centro de privacidade, artigos de consumo de 16 de março e 1 de julho de 2026, e o artigo comercial de 1 de julho de 2026.
O polegar, que é o gesto mais caro da página
Cinco anos por um clique merece um parágrafo próprio. A Anthropic escreve que, ao enviar feedback através do botão de polegar, guarda a conversa inteira associada, com o conteúdo, os estilos e as preferências, no seu sistema protegido, até cinco anos. Desliga o feedback do identificador de utilizador antes de o usar, e não o combina com as outras conversas.
Nos planos Team e Enterprise, um titular ou proprietário da organização pode desativar a possibilidade de os membros enviarem feedback, através da definição de classificação de conversas nas definições de organização. É uma das poucas decisões desta página que se toma uma vez e vale para toda a equipa, e é por isso que pertence à política de utilização de IA do gabinete.
Desligar o treino não apaga o que já foi treinado
A formulação da Anthropic é honesta e convém repeti-la sem suavizar: se desligar a melhoria do modelo, deixam de usar as conversas anteriores e as novas para treino futuro, e uma conversa apagada do histórico também não será usada. Mas os dados continuarão incluídos nas execuções de treino já em curso, ou em modelos que já tenham sido treinados.
Nas contas de empresa a resposta inverte-se
O artigo comercial, atualizado a 19 de agosto de 2026, diz que por omissão a Anthropic não usará as entradas nem as saídas dos produtos comerciais, nomeando o Claude for Work e a interface de programação, para treinar os modelos. A exceção é a mesma: feedback expresso, ou autorização explícita.
Na interface de programação, as entradas e saídas são apagadas dos sistemas em 30 dias a contar da receção ou da geração, com quatro exceções declaradas: serviços com retenção mais longa sob controlo do cliente, acordos de retenção zero, necessidade de aplicar a política de utilização, e cumprimento da lei.
Vale a pena notar o que esta inversão significa para quem decide a conta do escritório. A conta paga individual e a conta de trabalho não são o mesmo produto para efeitos de tratamento de dados, e é essa distinção, e não o preço, que pertence à resposta de um questionário de segurança de cliente.
A retenção por omissão do Enterprise é indefinida, e isso surpreende
Nos planos com conversas guardadas, a Anthropic retém os chats no produto para dar continuidade à experiência. E a página sobre controlos de retenção personalizada do Enterprise di-lo sem rodeios: por omissão, os dados são conservados indefinidamente, salvo se for definido um período personalizado. O mínimo configurável é de 30 dias.
Há uma armadilha de administração dentro dessa mesma página. A retenção dos projetos prevalece sobre a das conversas para os chats que estiverem dentro de um projeto, e os projetos são conservados indefinidamente por omissão. Definir uma retenção curta para conversas não toca no que estiver arrumado dentro de um projeto.
Onde estão os servidores: o encaminhamento pode escolher-se, o armazenamento não
A página da Anthropic sobre localização de servidores, na versão de 16 de junho de 2026, é das mais diretas que existem neste tema, e é também a que mais gente lê pela metade. Diz que a empresa recorre a vários fornecedores de nuvem, documentados na lista de subprocessadores, e que por omissão pode encaminhar o tráfego de cliente para países selecionados nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e na Austrália, salvo acordo ou instrução em contrário.
E depois acrescenta que os dados são armazenados nos Estados Unidos. Na mesma página indica ainda que pode tratar dados para processos internos, como revisão de segurança, apoio ao produto ou resposta a incidentes, em países onde a empresa ou as suas afiliadas operem.
| o que se pode escolher | o que a página diz que não muda |
|---|---|
| o encaminhamento do tráfego, em planos elegíveis | o armazenamento, que é nos Estados Unidos |
| o acordo de retenção zero, se for elegível | o tratamento para processos internos |
| o período de retenção, no Enterprise | a lista de subprocessadores aplicável |
Fonte: Anthropic, centro de privacidade, «Where are your servers located?», 16 de junho de 2026.
Porque é que isto importa mais do que parece
Um gabinete que responde a um cliente que os dados ficam na Europa porque escolheu o encaminhamento europeu está a dizer metade da frase. Acontece o mesmo com a residência de dados do ChatGPT, que também tem um alcance declarado e um resto que fica de fora.
A transferência para fora do Espaço Económico Europeu continua a existir, e a política de privacidade da Anthropic descreve os fundamentos que usa para ela: decisões de adequação e cláusulas contratuais tipo. Isso é legítimo, e é precisamente o que tem de constar na resposta ao cliente, em vez da ausência de transferência.
Quem responde por si na Europa, e a quem se queixa
Este ponto é dos mais úteis. A política de privacidade em vigor desde 10 de setembro de 2026 diz que, para quem vive no Espaço Económico Europeu, no Reino Unido ou na Suíça, o responsável pelo tratamento é a Anthropic Ireland, Limited, com morada em Dublin. Para quem vive fora dessa região, é a Anthropic PBC, em São Francisco.
A mesma política indica um endereço de contacto do encarregado de proteção de dados e recorda o direito de apresentar reclamação junto da autoridade de controlo do lugar onde se vive ou trabalha. Em Portugal, essa autoridade é a CNPD.
Para um gabinete português, isto tem uma consequência prática que raramente se tira. Existe um responsável estabelecido na União a quem dirigir um pedido de acesso ou de apagamento, e existe uma autoridade nacional a quem reclamar se a resposta não chegar.
É mais do que se consegue dizer de muitos serviços usados no dia a dia de um escritório, e é a diferença entre ter uma cláusula e ter um procedimento. Os guias sobre IA e dados de clientes aplicam o mesmo critério ao ChatGPT, ao Gemini e ao Copilot.
Partilha, vende ou entrega às autoridades?
Vender, a política diz que não, na aceção das leis aplicáveis. Partilhar, diz que sim, com afiliadas, fornecedores e parceiros que prestam alojamento, investigação, auditoria e resposta a incidentes de segurança, e publica a lista. Para quem tem de pôr isto por escrito, a formulação está trabalhada no guia do questionário de segurança.
Sobre pedidos de autoridades, a Anthropic tem um artigo próprio, de 16 de março de 2026, e a posição declarada tem três partes: não divulga informação sobre clientes ou utilizadores em resposta a pedidos governamentais salvo processo legal válido, avalia cada pedido e pode rejeitar os que sejam demasiado amplos ou vagos, e dá aviso aos utilizadores cujos dados sejam pedidos salvo proibição legal. Acrescenta que, tratando-se de cliente empresarial, pedirá em regra ao requerente que contacte primeiro esse cliente.
Como desligar o treino e apagar o que já escreveu
Por ordem, e com o que cada passo faz e não faz. Se gerir uma equipa, estes passos valem pouco enquanto forem hábito de cada pessoa: o sítio onde se tornam regra é a política de utilização de IA do gabinete.
- Desligar a melhoria do modelo nas definições de privacidade da conta. Vale para conversas novas e futuras, e não apaga o que já entrou em execuções de treino concluídas.
- Não carregar no polegar. Enquanto a documentação mantiver a formulação atual, é o gesto que guarda a conversa inteira cinco anos.
- Usar chats Incógnito quando a conversa não tiver de ser recuperada depois.
- Apagar as conversas, que sai do histórico de imediato e dos sistemas em 30 dias.
- Nas organizações, definir a retenção personalizada, desativar a classificação de conversas se for essa a decisão, e lembrar que os projetos têm retenção própria.
O que a lei portuguesa exige de si, e não da Anthropic
O erro mais comum é ler a política de um fornecedor à procura de autorização. A política descreve o que o fornecedor faz. Quem responde perante a CNPD é quem decidiu colar o documento, e o RGPD aplica-se na íntegra: minimização no artigo 5.º, contrato escrito com o subcontratante no artigo 28.º, medidas do artigo 32.º e prazos de notificação nos artigos 33.º e 34.º. Como isso se traduz em decisões concretas está no guia sobre dados de clientes.
A Lei n.º 58/2019 acrescenta a camada nacional, e há um pormenor que quase toda a gente ignora. A própria CNPD, na Deliberação/2019/494, de 3 de setembro de 2019, desaplicou nove conjuntos de preceitos dessa lei por primado do direito da União. Citar a Lei n.º 58/2019 sem dizer que partes a sua própria autoridade não aplica é citar mal.
A CNPD não tem orientação de IA, e a regulação já não é só dela
Voltámos a consultar as orientações e recomendações da CNPD a 19 de setembro de 2026. São oito rubricas, e nenhuma é de inteligência artificial: medidas de segurança, saúde, trabalho, educação, gravação de chamadas, encarregado de proteção de dados, disponibilização de dados e difusão na Internet. O que a CNPD faz é remeter para as diretrizes do Comité Europeu, de onde vem o parecer citado mais acima.
Em setembro de 2025, numa conferência da ANACOM, o Governo anunciou tê-la escolhido como entidade responsável pela regulação da inteligência artificial em Portugal. Não localizámos diploma publicado no Diário da República que formalize a designação, pelo que o que está verificado é o anúncio e a atuação subsequente.
O que nada disto resolve: o parágrafo colado com pressa
Todas as definições desta página protegem quem as configurou. Nenhuma protege o colaborador que abriu a conta pessoal no telemóvel porque a do escritório estava a pedir início de sessão. E os números portugueses dizem que é esse o cenário provável.
A CNPD abriu 472 processos de violação de dados em 2025, e a causa declarada mais frequente foi a falha humana, com 128 casos, à frente do phishing com 72, do malware com 49 e do ransomware com 47. A própria CNPD ressalva que os números saem das declarações dos responsáveis e podem ficar aquém da realidade.
E há uma segunda camada, que fecha a porta ao atalho mais tentador. O artigo 170.º do Código do Trabalho, no número 5 e na redação da Lei n.º 83/2021, veda em teletrabalho a captura e utilização de escrita e de histórico, e o número 7 qualifica a violação como contraordenação muito grave. Vigiar o que a equipa escreve não é uma solução disponível.
O que uma ferramenta pode fazer aqui, e o que não
Consegue reduzir o que sai. Pseudonimizar o texto antes de o colar substitui os identificadores por marcadores estáveis, e a correspondência fica cifrada no equipamento de quem escreve. É reversível, e por isso é pseudonimização e não anonimização, na aceção do artigo 4.º, ponto 5, do RGPD. O texto sai com menos dados, mas sai na mesma.
Bloquear, não consegue. Um programa que oculta quando lho pedem não impede ninguém de colar, e responder outra coisa a um questionário de segurança de cliente é uma resposta que não se sustenta. Para equipas, isso está nas páginas para organizações e para parceiros.
E o ChatGPT, o Gemini e o Copilot?
As respostas mudam, e mudam mais do que se espera. Estas páginas aplicam à documentação de cada um o mesmo critério.
- O que o ChatGPT faz com os seus dados, onde ler o texto do ficheiro que acabou de carregar pode acontecer fora da região escolhida.
- O que o Gemini faz com os seus dados, onde o que já foi revisto não desaparece quando apaga a atividade.
- O que o Copilot faz com os seus dados, onde a resposta muda consoante o produto e a conta, e mudou a 18 de agosto de 2026.
O que esta página não resolve
Não lhe diz se pode usar o Claude com um documento concreto. Essa decisão depende da base legal, do contrato com o cliente e, nas profissões com sigilo, do estatuto da ordem respetiva, e está tratada nos guias sobre IA e dados de clientes.
Não substitui a leitura das páginas da Anthropic, que mudam e trazem data visível. Tudo o que está aqui foi lido a 19 de setembro de 2026, e cada afirmação diz de que artigo e de que data vem. Quando a data mudar, a resposta pode mudar.
E não lhe vende nada. Se a conclusão, depois de ler isto, for que para o seu caso a resposta é não usar a ferramenta com documentos de cliente, essa é uma conclusão legítima e não precisa de comprar software nenhum para a aplicar.
Fontes
Cada fonte vai com o dado concreto que sustenta, e todas as ligações foram abertas a 19 de setembro de 2026.
- Anthropic, política de privacidade, em vigor desde 10 de setembro de 2026. A definição de entradas e saídas e o que conta como feedback; a frase de que podem usar entradas e saídas para treinar salvo exclusão nas definições da conta, com as duas exceções da revisão de segurança e do material comunicado expressamente; a afirmação de que não vendem dados pessoais na aceção das leis aplicáveis; as transferências para fora do Espaço Económico Europeu com decisões de adequação e cláusulas contratuais tipo; e a identificação da Anthropic Ireland, Limited, em Dublin, como responsável pelo tratamento no Espaço Económico Europeu, no Reino Unido e na Suíça. anthropic.com
- Anthropic, centro de privacidade, Is my data used for model training? (consumo), 16 de março de 2026. O âmbito do que entra no treino, incluindo a conversa inteira, os estilos e as preferências; a exclusão dos conteúdos em bruto vindos de conectores salvo cópia direta; os chats Incógnito; e os cinco anos de conservação da conversa associada a um feedback, desligada do identificador de utilizador. privacy.claude.com
- Anthropic, centro de privacidade, How long do you store my data? (consumo), 1 de julho de 2026. A remoção do histórico de imediato e dos sistemas em 30 dias; os até cinco anos em formato não identificado nas condutas de treino; a ressalva de que desligar não retira os dados das execuções já em curso nem dos modelos já treinados; e os dois anos de entradas e saídas com sete anos de pontuações quando a sessão é assinalada. privacy.claude.com
- Anthropic, centro de privacidade, Is my data used for model training? (comercial), 19 de agosto de 2026. A frase de que por omissão não usam entradas nem saídas dos produtos comerciais para treinar; a exceção do feedback expresso; e a definição de classificação de conversas que permite a um titular ou proprietário desativar o feedback para toda a organização. privacy.claude.com
- Anthropic, centro de privacidade, How long do you store my organization’s data?, 1 de julho de 2026. Os 30 dias da interface de programação a contar da receção ou geração, com as quatro exceções declaradas; a retenção das conversas no produto; e os 30 dias dos chats Incógnito nas organizações. privacy.claude.com
- Anthropic, centro de privacidade, Where are your servers located? Do you host your models on EU servers?, 16 de junho de 2026. O recurso a vários fornecedores de nuvem; o encaminhamento por omissão para países nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e na Austrália; a frase de que os dados são armazenados nos Estados Unidos; e o tratamento para processos internos noutros países. privacy.claude.com
- Comité Europeu de Proteção de Dados, Parecer 28/2024, adotado a 18 de dezembro de 2024. O número 34, com a conclusão de que os modelos treinados com dados pessoais não podem, em todos os casos, ser considerados anónimos e que a avaliação é caso a caso. edpb.europa.eu
- CNPD, Relatório de Atividades 2025, aprovado na reunião de 24 de março de 2026. Os 472 processos de violação de dados abertos em 2025, a falha humana como causa declarada em 128 casos, o phishing em 72, o malware em 49 e o ransomware em 47, e a ressalva de que os números vêm das declarações dos responsáveis e podem ficar aquém da realidade. CNPD, PDF
- CNPD, orientações e recomendações, reabertas a 19 de setembro de 2026. As oito rubricas publicadas, nenhuma de inteligência artificial, e a remissão para as diretrizes do Comité Europeu de Proteção de Dados. CNPD
- CNPD, Deliberação/2019/494, aprovada na reunião de 3 de setembro de 2019. A desaplicação de nove conjuntos de preceitos da Lei n.º 58/2019 por primado do direito da União. CNPD
- Lei n.º 58/2019, de 8 de agosto, que assegura a execução do RGPD na ordem jurídica nacional. Diário da República, 1.ª série, n.º 151
- Lei n.º 83/2021, de 6 de dezembro, que deu ao artigo 170.º do Código do Trabalho a redação em vigor. O número 5, com a proibição de captura e utilização de escrita e de histórico em teletrabalho, e o número 7, que qualifica a violação como contraordenação muito grave. Diário da República, 1.ª série, n.º 235
- Regulamento (UE) 2016/679 (RGPD). O artigo 4.º, ponto 5, sobre pseudonimização; o artigo 5.º, sobre minimização; o artigo 28.º, sobre o contrato com o subcontratante; o artigo 32.º, sobre medidas de segurança; e os artigos 33.º e 34.º, sobre notificação. EUR-Lex
- ANACOM, nota de 22 de setembro de 2025 sobre a conferência de 19 de setembro de 2025, em que o Governo anunciou tê-la escolhido como entidade responsável pela regulação da IA em Portugal. Não localizámos diploma publicado no Diário da República que formalize a designação. ANACOM
O Nonimo é o software que faz isto no seu próprio computador: oculta nomes de clientes e números de identificação antes de o texto chegar ao ChatGPT . Sem conta, e os dados dos seus clientes não saem do seu equipamento.
Perguntas frequentes
O Claude treina com os meus dados?
Nas contas de consumo, a política da Anthropic diz que pode usar as suas entradas e saídas para treinar, salvo se desligar essa opção nas definições da conta. Nos produtos comerciais, diz que por omissão não treina.
Desligar o treino chega para ficar de fora?
Quase. A política indica duas exceções que sobrevivem ao interruptor: as conversas assinaladas para revisão de segurança e o material que comunique expressamente, por exemplo através dos botões de feedback.
O que acontece se eu carregar no polegar?
A Anthropic escreve que guarda a conversa inteira associada a esse feedback durante cinco anos, no seu sistema protegido, desligada do identificador de utilizador. Um administrador de plano Team ou Enterprise pode desativar essa possibilidade.
Quanto tempo o Claude guarda as minhas conversas?
Apagar retira a conversa do histórico de imediato e dos sistemas em 30 dias. Se autorizar o treino, os dados podem ficar até cinco anos em formato não identificado nas condutas de treino da Anthropic.
Os servidores do Claude estão na Europa?
O encaminhamento do tráfego pode ser escolhido em alguns planos, e a Anthropic indica países nos Estados Unidos, na Europa, na Ásia e na Austrália. Na mesma página acrescenta que os dados são armazenados nos Estados Unidos.
Quem é o responsável pelos meus dados na Europa?
Segundo a política de privacidade em vigor desde 10 de setembro de 2026, para quem vive no Espaço Económico Europeu, Reino Unido ou Suíça o responsável é a Anthropic Ireland, Limited, com morada em Dublin.
A Anthropic vende os meus dados?
A política de privacidade afirma que a Anthropic não vende os seus dados pessoais na aceção das leis aplicáveis. Isso não é o mesmo que dizer que não os partilha: descreve divulgação a fornecedores e a afiliadas.
O que acontece se uma conversa for assinalada por violar as regras?
A Anthropic indica que conserva entradas e saídas até dois anos e as pontuações de classificação de confiança e segurança até sete anos, quando os sistemas automáticos assinalam a sessão.
Posso usar o Claude com dados de clientes em Portugal?
Essa decisão é sua, não da Anthropic. Depende da base legal, do contrato com o cliente e, nas profissões com dever de sigilo, do estatuto da ordem respetiva. O guia sobre dados de clientes e sigilo trata disso campo a campo.
Os chats Incógnito ficam de fora do treino?
Ficam, segundo a Anthropic, mesmo que a melhoria do modelo esteja ligada nas definições de privacidade. Nas contas de organização, indica que os chats Incógnito são apagados em 30 dias, salvo se forem assinalados.